terça-feira, 06 de outubro de 2026 · Edição Brasil
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Gestão · 4 min de leitura

Como controlar produtos de uma barbearia

Produto de uso e produto de venda pedem preços e baixas diferentes. Um caderno só para os dois mente.

Cliente sentado para atendimento
Cliente sentado para atendimento

“Controlar produto” numa barbearia é saber três coisas: o que a cadeira gasta, o que o cliente compra para levar e quanto cada um custa. O resto é prateleira.

Catálogo curto

Liste só o que você vende ou gasta toda semana. Nome, preço de venda (se houver), custo e se é uso interno ou venda. Vinte itens fantasmas que ninguém pega há um ano não entram na lista da semana. Entram numa limpeza: ou volta para a contagem, ou sai da loja.

Exemplo de linha:

  • Pomada matte — venda — custo R$ 28 — preço R$ 55
  • Lâmina — uso — custo R$ 3,50 — sem preço de vitrine
  • Óleo — venda — custo R$ 22 — preço R$ 45

Amarre o produto no atendimento

Serviço e produto na mesma comanda, em linhas separadas, como em comandas. Assim a venda não depende de memória no fechamento. Se a pomada saiu e ninguém lançou, o estoque e o caixa mentem juntos.

O custo dos itens de uso entra na conta do serviço quando você for formar preço. Não precisa de engenharia: some o que um corte típico gasta e veja se o preço de tabela cobre isso mais o tempo de cadeira. Detalhe de quantidade física fica no estoque.

Compra não é lucro

Nota de fornecedor é despesa ou entrada de estoque, não “prejuízo do dia” jogado no caixa sem descrição. Se você pagou R$ 240 de reposição, o caixa do dia fica menor e o estoque fica maior. Os dois lançamentos existem. Sumir com um deles faz o mês parecer pior ou melhor do que foi.

A aba de serviços e a de estoque da planilha separam essa conta enquanto a casa ainda faz na mão.